segunda-feira, 25 de julho de 2016

Relato 6





6º Encontro/ Aula 5  - Dia 08/06/2016

O encontro dessa semana foi realizado na EAPE, no primeiro dia do seminário A Educação à Distância na SEDF – Desafios e Possibilidades. A programação do turno vespertino foi iniciada com a apresentação cultural, três filmes curta-metragem. O primeiro foi o vídeo Revir, ganhador do I Festival de Curta Metragem das Escolas Públicas do DF, uma produção dos alunos do CED 08 do Gama. O filme apresenta duas possibilidades de finais para uma mesma situação, envolvendo três rapazes em uma localidade de Brasília e uma carteira. Na primeira o rapaz sendo atacado violentamente com um pedaço de pau e tendo a carteira roubada e a segunda, o mesmo rapaz deixando a carteira cair e um dos outros dois rapazes pegando-a e devolvendo-a. O início é bem interessante, acontece com o filme sendo rebobinado. O segundo filme, Todos Somos Iguais, retrata a história de um grupo de jovens fazendo amizade com uma fantasma que reside no cemitério de Planaltina. Ao descobrirem a sua condição, fogem assustados, mas conversam entre si e concluem que a diferença entre eles não precisa ser fator de exclusão, decidem pedir desculpas e reatar a amizade. O terceiro filme, um vídeo publicitário gravado nas dependências da EAPE para divulgação do 2º Festival de Filmes Curta Metragem das Escolas Públicas de Brasília, com inscrições até 02/08/16 no site www.se.df.gov.br, simula um duelo entre alunos uniformizados, mas ao invés de armas, sacam os seus celulares. A pessoa responsável por levar os vídeos relatou a importância dessa iniciativa nas escolas, possibilitando que os estudantes se tornem protagonistas, com os professores como mediadores.

Na sequência, iniciou-se a Mesa Redonda: Relatos de Experiências, com Prof. Dr Erisevelton Silva Lima (EAPE/SEDF) como mediador, que explicou sobre a dinâmica da mesa, como o tempo de fala para cada convidado e o seu papel como mediador.

O primeiro relato foi o do Professor João Wilson da Costa (ETB/SEDF), sobre a EAD na Educação Profissional, apresentando os slides O Ensino Profissional à Distância no Contexto da Escola Técnica de Brasília. Traçou uma linha do tempo sobre os cursos técnicos em Brasília, que foram iniciados em 2007, com o programa E-Tec Brasil até os dias atuais, com a convergência de modalidades e utilização das redes sociais. Relatou sobre como a ETB reduziu de forma significativa as vagas ofertadas em EAD, devido a evasão e como a equipe percebeu que a qualidade do material didático utilizado na EAD era bem superior ao material dos cursos presenciais, levando-os a adotá-los na modalidade presencial também. Atualmente, a ETB utiliza o Moodle como ferramenta de seus dois cursos, Técnico em Informática, com 4 semestres de duração e Técnico em Telecomunicações, com 3 ou 4 semestres. Apresentou gráficos sobre a disparidade do número de alunos que ingressam nos cursos e de quantos concluem, demonstrando o quanto a evasão é significativa, nesse sentido, buscam continuamente estratégias para melhorar a qualidade dos cursos ofertados e diminuir esses números.

O segundo relato foi o do professor Luiz Henrique Wilhelms (CEM 01 de sobradinho/SEDF), sobre Educação Básica e Ensino Médio, com slides sobre O Uso do Moodle Como Ferramenta de Apoio à Aprendizagem – Experiência do CEM 01 de Sobradinho. Fez um breve histórico de como a escola iniciou a utilização do Moodle em 2001 e de como aconteceu a ampliação em 2012, como complementação nas aulas de Língua Portuguesa, Química e Espanhol. Os professores rateiam a hospedagem do site. Mostrou ainda, a situação atual, nove disciplinas utilizam o Moodle, além de ser utilizado para projetos de pesquisa, projetos de redação, biblioteca, SOE, material de apoio para o PAS, informes gerais da escola, dependência (reforço escolar para os alunos que não podem comparecer no turno contrário). Mostrou o layout da página da escola e a sua sistematização, disponibilizando materiais de apoio como apostilas, sequências de slides, vídeo- aulas, exercícios, sempre como apoio às aulas presenciais. Foi mostrado resultados de uma enquete realizada com os alunos e alunas e com professores e professoras, sobre as vantagens e desvantagens da utilização da plataforma. Como vantagens os estudantes citaram poder realizar atividades conforme a disponibilidade de tempo, consultar fontes de pesquisa, acompanhar o próprio desempenho. As desvantagens citadas foram dificuldades de acesso à Internet dentro e fora do espaço escolar, aumento das atividades a serem realizadas em cada disciplina. Na visão do corpo docente, as vantagens foram melhor aproveitamento do tempo nas disciplinas, visto que alguns só tem uma aula semanal, aproximação dentro da sala de aula, possibilitando melhor interação com os estudantes, facilitando sanar as dúvidas. Como desvantagens citaram as dificuldades dos estudantes em utilizar as tecnologias, chegando a questionarem se essa é mesmo uma geração tecnológica e digital.

O terceiro relato foi o do professor João Henrique Gonçalves Moreira (CIL de Brazlândia/SEDF), sobre EAD no Ensino de Língua Estrangeira no Contexto do CILB. Explicou como alguns CILs juntaram-se e iniciaram uma reformulação em seus currículos, a partir disso o CILB passou a oferecer os Cursos de Formação Complementar – CFC, para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes, permitindo maior liberdade de organização do tempo disponível, já que nem todos podem comparecer mais de duas vezes por semana às aulas presenciais. Mostrou funcionamento do site, no sentido de auxiliar os estudantes a entenderem como funcionam os CFCs, tirando dúvidas de forma bem humorada e acessível. Foi apresentado o layout do AVA do CILB. Relatou ainda, sobre os objetivos dos CFCs, que é a democratização do acesso à educação gratuita e de qualidade, possibilitar a utilização real da língua, através de postagens de vídeos, chats e áudios. Os CFCs foram iniciados sem o apoio da SEDF e foram financiados pelos próprios professores e pela Associação de Pais e Mestres da escola. A equipe ainda não sente segurança em usar o Moodle da SEDF e estão preocupados em participar de cursos de formação e aperfeiçoamento. Os professores trabalham em grupo para monitorar a evolução dos estudantes. A escolha das turmas para participarem do CFCs são feitas pelos professores. Ao final, o aluno recebe certificados contendo a carga horária. Os professores do CILB sentem necessidade de documentação regulamentando a coordenação dos CFCs, atualmente o coordenador, além dessa função, também rege turmas.

O quarto relato foi o do professor João Rocha Dias Filho (GEAD/EAPE/SEDF), sobre a formação de professores pela EAPE. Fez um breve histórico oral sobre o aumento de estudantes inscritos em cursos à distância no Brasil, tanto em instituições públicas como privadas. Relatou sobre o convite para implementar a EAD na EAPE. A equipe compreende que ainda precisa avançar e melhorar a dinâmica, enfrentando os desafios de desempenharem sozinhos todas as funções, como designer gráfico, escrever os próprios módulos, administração do Moodle. Relatou sobre a importância do Moodle na emissão de todos os certificados dos cursos da EAPE, tanto presenciais, híbridos ou totalmente à distância, comentou também sobre a evolução quantitativa dessas duas últimas modalidades. A gerência da EAPE também oferece formação continuada aos profissionais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF. 

Ao final dos relatos, o mediador abordou a diferenciação entre escolas públicas e privadas, no sentido de que existe excelência e necessidade de melhorar nas duas. Fez uma reflexão sobre a qualidade da EAD, quando o objetivo é apenas reduzir o quadro de profissionais, visando diminuir custos e impondo turmas de duzentos alunos nos encontros presenciais, como é comum acontecer em diversas instituições. Comentou que em todos os relatos percebe-se a importância da pesquisa para retroalimentar os projetos apresentados e também um problema comum, a evasão, entretanto não a percebe como um problema da EAD e sim como fruto de uma cultura pouco centrada nos estudos e suas dificuldades, na falta de hábito de leitura e escrita, além da dificuldade em enfrentar a solidão comum à EAD, sem a presença dos professores. Refletiu ainda, sobre a avaliação na EAD, que não pode incorrer no erro comum à avaliação dos cursos presenciais, ou seja, ser o fim e não a valorização do processo de aprendizagem dos estudantes. Elogiou o respeito de todos os convidados ao tempo disponibilizado para a fala, não extrapolando.





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